RT Motorsport vence 12 Horas Webmotors de SP; participantes apontam o que manter e melhorar após 1º Endurance no Speedland

Kart |
31 de agosto de 2016

Campeões completaram 736 voltas para vencer a primeira edição da prova de longa duração no Tatuapé, depois da corrida, pilotos fizeram balanço do evento (Foto: Emerson Santos – One Photography Media)

 

Na virada de sábado (27) para domingo (28), o complexo de kart Speedland recebeu sua primeira edição das 12 Horas Webmotors de São Paulo. Vinte e cinco equipes composta por quase 100 pilotos se reuniram no bairro Tatuapé, zona leste de São Paulo, para um grande evento, que agora faz parte oficialmente do calendário atividades da cidade de São Paulo, contou com a prova de 12 horas, uma balada no miolo do circuito (com oito DJs se revezado durante a corrida), praça de food trucks, pista de skate e várias outras atrações.

Mas quem comandou a festa no final foi a equipe RT Motorsport 5 que faturou o título com o kart número 14. O time comandado pelo capitão Renato Jader David completou 736 voltas no traçado e terminou a corrida de longa duração fazendo uma dobradinha com a RT Motorsport 3, que fechou a corrida com três voltas a menos.

“Foi uma grande vitória da nossa equipe. Eu nunca tinha visto um time tão entrosado como o nosso. Não tivemos um parafuso sequer quebrado nessa corrida e isso foi incrível porque nos treinos livres apareceram várias dificuldades. A partir da tomada nós fomos perfeitos e fizemos um ótimo trabalho para negociar as ultrapassagens e conseguimos fazer uma corrida muito limpa. Eu quero agradecer muito toda minha equipe. Foram 12 horas de corrida, mas para sairmos com a vitória nós trabalhamos bem mais do que isso”, afirma Jader, piloto responsável por iniciar e finalizar a corrida no kart vencedor.

Além do capitão, a equipe da RT Motorsport 5 foi composta por Rodrigo Soares (Digão), Alain Sisdeli, Marcus Borges e Alan Synthes. Na categoria Sênior (equipes com média de idade acima de 35 anos), o título ficou com o kart 301 da Car Racing, equipe capitaneada por João Cunha.

A disputa no Speedland envolveu 25 equipes e aproximadamente 100 pilotos. Dentre eles estiveram o atual campeão da Stock Car Marcos Gomes, o líder da atual temporada Felipe Fraga e o tricampeão da Corrida do Milhão Thiago Camilo. Além deles, Daniel Serra, Ricardo Maurício, Bia Figueiredo, Raphael Abbate, Valdeno Brito, Diego Nunes, Felipe Lapenna e Galid Osman também participaram.

Sênior

Disputaram pela categoria Sênior as equipes cuja média de idades dos pilotos fosse superior a 35 anos. Os grandes vencedores foram da equipe Car Racing .Os vice-campeões da categoria, a KFF Pro Mega II, também teve motivos para comemorar. Após a dedicação e cuidado na preparação que começou 40 dias antes do evento, o início de prova começou conturbado. Com muitos acidentes, o time não jogou a toalha e manteve a confiança no planejamento e qualidade dos pilotos para conseguir um lugar no pódio.

“Nós tínhamos direito a oito paradas de seis minutos e duas paradas de vinte minutos, o que dariam 10 paradas. O nosso kart que menos parou fez 13 paradas, ou seja, um pouco mais de uma parada por hora. Nessas circunstâncias a estratégia começa a cair, porque não depende mais dos pilotos, depende de uma série de fatores que fogem do controle”, conta o integrante da KFF Pro Mega, Mauricio Lund.

Com um nível de competitividade muito alto e equipes igualmente competentes, Lund apostou que um fator ajudou na hora de eleger o campeão. “Eu não tenho dúvida de que a nossa equipe estava bem preparada. Seja na organização, estrutura, planejamento… Todos estavam muito bem preparados, tinham pilotos experientes, mas o fator sorte contou no final, coisas como: onde você estava posicionado na pista na hora de determinado acidente, por exemplo. Obviamente, a competência dos pilotos e equipe conta, mas quem teve mais sorte se saiu melhor”, observou Mauricio. “Não digo que foi só o fator sorte. Nivelando que todas as equipes tinham excelentes pilotos, bons preparadores e mecânicos, eu acredito que o fator sorte foi o diferencial”, ponderou o piloto.

As equipes foram dividas em times compostos por 3 a 8 pilotos cada em karts de 21 HP equipados por motores Honda GX 390. As 12 Horas Webmotors de São Paulo ficaram marcada pela disputa e confraternização entre pilotos profissionais e amadores em um mesmo evento. A organização ficou por conta de Tuka Rocha, idealizador da prova, e Walter Savaglia, sócio da MMKT Sport Marketing, além de toda a equipe do Speedland.

Com o fim desse grande evento, um balanço foi feito com o que conquistou e o que poderia ter sido melhor nas 12 Horas de SP:

O que agradou

Um aspecto muito elogiado foi o conceito de evento que o Speedland trouxe para as 12 horas. Muito mais do que karts disputando posições na pista, quem assistia a tudo fazia em um lugar confortável e receptivo. Além disso, outras distrações estavam a disposição como uma balada no miolo da pista, festival de food truck, além dos simuladores e vídeo games que sempre estão no local.

 “Gostamos bastante do modelo de evento realizado com outros eventos, ou seja, a balada, a pista de skate, o festival de food truck, isso tudo valoriza o evento de kart, que o pessoal não está acostumado e não tem muita paciência de acompanhar uma corrida, ainda mais de longa duração. Então, a diversificação de atividades ajuda para manter o público’, elogiou Lund.

O que é preciso melhorar

As 12 horas aconteceram em uma pista mais “travada”. Comparado por muitos pilotos com uma alusão a Mônaco, foi um ponto salientado pelos competidores precisará ser revista ponderado alguns pontos de segurança.

“Com relação à pista travada ela realmente exigia muita experiência dos pilotos, mas ao mesmo tempo, mesmo com os pilotos experientes, ela foi uma das pistas mais perigosas que a gente já andou nesses anos. Isso porque ela não foi preparada para uma competição deste porte, com esses karts e essa potência então realmente eu acredito que o modelo com diversificação de atividades foi excelente, agora a pista para um próximo evento, a gente acredita que deva haver alterações”, opinou Mauricio.

Contudo o piloto da KFF reconhece que a experiência o preparou para qualquer tipo de corrida a partir de agora: “Batidas em pontos cegos na pista, agilidade para dar bandeira, isso tudo influenciou bastante, acho que houve muitos acidentes, mas que só chegar no final da prova foi uma vitória e realmente acabou nos preparando para qualquer outro tipo de prova de longa duração até mesmo por todas as adversidades que a gente passou neste evento”.

Confira o resultado completo da prova:

1 – 14 RT MOTORSPORT 5 – 736 voltas completadas em 12horas00min43s875
2 – 12 RT MOTORSPORT 3 – 733 voltas
3 – 81 D2 MOTORSPORT – 724 voltas
4 – 55 CIFARMA MFS RACING – 721 voltas
5 – 36 D. RACING / SP – 710 voltas
6 – 7 MV CESARI – 704 voltas
7 – 301 CAR RACING / AM – 688 voltas
8 – 555 CIFARMA MFS II – 681 voltas
9 – 99 KFF PRO MEGA II – 678 voltas
10 – 35 D. RACING / MINI – 667 voltas
11 – 00 KFF PRO MEGA I – 664 voltas
12 – 999 KFF PRO MEGA III – 651 voltas
13 – 10 RT MOTORSPORT 1 – 626 voltas
14 – 1 FIAK PRESS – 619 voltas
15 – 277 CCP RACING – 605 voltas
16 – 25 SPEEDLAND 1 – 601 voltas
17 – 88 THUNDER I – 577 voltas
18 – 188 THUNDER II – 563 voltas
19 – 18 D2 MOTORSPORT / TEC – 490 voltas
20 – 80 CIMED RACING – 463 voltas
21 – 90 KARTEIROS – 339 voltas
22 – 11 RT MOTORSPORT 2 – 276 voltas
23 – 13 RT MOTORSPORT 4 – 236 voltas
24 – 69 PERDIDINHO E SEM SEM LIMITES – 137 voltas
25 – 21 CHEVROLET PERFORMANCE – 132 voltas

Melhor volta: kart 277 – CCP RACING em 43s451 (média 68, 767 km/h), na 113ª volta.



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