Preconceito ultrapassado: Lugar de mulher também é acelerando na pista

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12 de março de 2016

Reportagem especial do ClickSpeed para o mês de março traz histórias de preconceito e superação vividas por mulheres que escolheram ser pilotas

 

Quando nascemos logo somos designados a ser, agir, gostar e desgostar de determinadas coisas simplesmente pelo papel social que o nosso engessado gênero carrega. Alguém que nasce em um corpo masculino ganhará bola, carrinhos, bonecos de ação e arminhas d’água. Alguém que nasce no corpo feminino será presenteada com bonecas, equipamentos de maquiagem e utensílios domésticos, para já ir aprendendo a cuidar da casa, dos filhos e se manter visivelmente agradável para o marido.

Esse modelo é milenar. Quando algo é tão fixo e imutável tende a se tornar natural com a passagem do tempo. Contudo, é natural meninas se interessarem por bonecas e culinária ou foi algo que a sociedade definiu como as coisas certas para elas preferirem?

Talvez entremos em uma nova versão da questão “O que veio primeiro: o ovo ou a galinha?”. A resposta é complexa, mas a pergunta é simples: por que incomoda tanto quando uma mulher abstém das preferências sociais para, por exemplo, ir dirigir carros?

Um exemplo de como essa questão é muito antiga, voltamos a Era Vargas, durante o Estado Novo, com o decreto 3.199 de 14 de abril de 1940. O documento alegava que: “às mulheres, não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”. Esse pensamento partiu do conselheiro de Vargas, José Fuzeira, que chama a atenção para a “calamidade que está prestes a desabar em cima da juventude feminina do Brasil”. O texto continua com a explicação para a lei ser promulgada: “à mulher não poderá praticar esporte violento sem afetar seriamente o equilíbrio fisiológico de suas funções orgânicas, devido à natureza que a dispôs a ser mãe”, dizia o decreto.

Futebol, halterofilismo, beisebol, salto, pólo e lutas de qualquer natureza e vários outros esportes ficaram restritos apenas aos homens. O decreto foi ainda reforçado pelo regime militar, em 1965. A lei só deixou de vigorar em meados da década de 1980, quando o Conselho Nacional Desportos (CND) devolveu às mulheres seus direitos de praticar os esportes que desejassem.

Esse decreto que limita esses esportes socialmente associado com o gênero masculino às mulheres, só serviu para reforçar o preconceito e ainda institucionaliza-lo sob a forma de lei. Mulheres participando de corridas a motor não chegaram a ser diretamente citadas no documento. Isso porque a participação delas nesse esporte ainda não era efetivo, mas se fosse, era mais um esporte predominantemente masculino que estaria listado.

Tomando como parâmetro a principal categoria do automobilismo mundial, fundada em 1950, a primeira mulher a pilotar na Fórmula 1 é datada de 1958, quando a italiana Maria Teresa de Filippis participou de 5 Grandes Prêmios. Quando foi se inscrever para a sua 2ª temporada, o diretor de prova vetou a piloto, alegando que “o único capacete que uma mulher deveria utilizar é o do cabeleireiro”.

Até hoje apenas cinco mulheres passaram pela Fórmula 1 (não considerando pilotas de teste). Há 24 anos, a Fórmula 1 não tem uma mulher no grid.

Mas barrar mulheres em campeonatos a motor não é exclusividade do exterior. No Brasil, uma das pilotos pioneiras do automobilismo feminino nacional foi impedida de ocupar seu banco no Opala, durante a temporada de 1984 da Stock Car.

“Rompi muitas barreiras, nada foi fácil, mas continuo superando todas as que vierem pela frente”, afirma Regina Calderoni. Em sua primeira corrida, precisou de um mandado de segurança para a aceitarem nas pistas. “Os pilotos não aceitavam competir com uma mulher”, disse a pioneira. Aos poucos, Calderoni foi ganhando espaço e quebrando barreiras.

Tornou-se a primeira a pilotar na categoria de elite do automobilismo, a Stock Car. Sem medo, nem das provas e muito menos do preconceito, Calderoni ingressou no mundo da velocidade desde cedo influenciada pelo pai. De Sertãozinho, interior de São Paulo, Calderoni veio a capital para trabalhar e estudar. Viu no jornal que a equipe de Fausto Resende precisava de um cronometrista e então se inscreveu. Foi escolhida e a partir daí soube que sua vida mudaria pra sempre. Fez cursos de mecânica e piloto, este com ninguém menos que Expedito Marazzi. Depois da Stock Car, ela ainda correu o Brasileiro de Marcas, andou de kart e participou de rallys.

E falando de Stock Car, um dos nomes mais lembrados atualmente é o de Bia Figueiredo. A paulistana começou no kart conquistando diversos títulos, além de fixar seu nome no automobilismo mundial com participações na F3 Sul-americana, Fórmula Indy, Stock Car e ainda ao tornar-se a primeira mulher no mundo a vencer uma corrida de Fórmula Renault.

O currículo é recheado de conquistas, mas não expõe as barreiras que Figueiredo teve que transpor. Em um ambiente tão masculino, a moça literalmente entrou na contramão: “Eu fui andar de kart pela primeira vez em Interlagos. Entrei na pista e, de cara, virei na contramão”, conta Bia, rindo da lembrança. “Foi sem querer, fiquei na dúvida se iria reto ou virava para direita, acabei fazendo o mais difícil”, explica a piloto.

Realmente decidiu trilhar o caminho mais difícil. “Lembro que quando comecei a andar de kart, muita gente questionava se mulher poderia correr”, relembrou. A piloto conta que no início da carreira, as pessoas recebiam com surpresa a notícia que ela pilotava carros. “Lembro que mentia em festas dizendo que era arquiteta, porque senão juntava 10 meninos para falar comigo e tirar curiosidades sobre o automobilismo” assumiu. “Quando eu estava na Júnior Menor, a Suzane [Carvalho] começou a andar de Fórmula 3 e foi super bem e acabou sendo um motivo para me alegrar. Vi que era possível”, avaliou Bia.

A possibilidade existia. E as dificuldades também. Bia ouviu muitos clichês preconceituosos vindo dos boxes só por estar fazendo uma escolha não habitual para uma mulher: “Lembro de brigas fora da pista que falavam para eu ir dirigir fogão ou até preconceito de outras mulheres. Mas esse tipo de coisa eu costumo esquecer mesmo, não guardo isso”.

Dentro da pista, os embates também eram constantes. Questionada se já sentiu que um garoto causou uma batida de propósito após ela o ultrapassa-lo, Figueiredo é enfática: Hoje em dia não muito, mas no começo de carreira era complicado. Perdi boas vitórias e campeonatos, pois os meninos dificultavam ao máximo. Era inaceitável para eles e para os pais que seus filhos perdessem para uma mulher. Porém, isso me fortaleceu e aprendi a revidar”, contou. “Mas na pista, claro!”, concluiu rapidamente.

A manobra maldosa é mais comum do que parece. “Isso tem bastante. Não foi só uma vez. Você vê que se fosse um guri que estivesse ultrapassando, deixavam. Quando era eu, batiam e me tiram da corrida. Às vezes até eles chegam a sair. Perdem a prova para não deixar passar. Acontece com toda menina. No kart acontecia mais, agora na Fórmula, também tem, mas não é tanto”, contou Bruna Tomaselli.

A piloto catarinense de 18 anos é multicampeã no kart: campeã gaúcha em 2010, campeã catarinense e 5ª colocada no campeonato brasileiro em 2011, 3ª no Skusa, disputado em Las Vegas no mesmo ano, além de ter competido por dois anos na Fórmula Júnior e atualmente correr na Fórmula 4 Sul-americana.

A transferência de Tomaselli para a F4, inclusive, foi impulsionada por um dos episódios mais fortes de machismo no ambiente do automobilismo: “Em uma categoria que eu andava, chegaram a mudar o regulamento, porque eu estava andando na frente. Eu estava correndo pela categoria B, que teoricamente é para ser mais fraca do que a A. Mas eu fiz pole, liderei corrida, ganhei. Corria com um pessoal mais velho e eles não estavam gostavam muito disso”, relembra Tomaselli. “Depois da 3ª etapa, eles [organizadores] mandaram todo o pessoal da B colocar um redutor. A partir daí, parei de correr nessa categoria e fui para a Fórmula 4”.

Já Antonela tem 9 anos, mas começou no kart ainda mais cedo: aos 4 anos e meio. Acompanhada da família, sai Concórdia, Santa Catarina, para disputar diversos campeonatos por todo o Brasil. Mas independente do torneio uma coisa não muda: ela é sempre a única menina do grid.

Fato que inspira coragem, mas também provoca descontrole em alguns competidores.

“A Antonela sofreu um acidente bem grave de kart, em 2012. Ela rompeu a carina da traquéia [parte do órgão respiratório responsável por levar ar aos pulmões]”, contou a mãe da piloto mirim, Patrícia.

“Já tinha acabado a corrida. Encostaram nela atrás e para ela não bater nos meninos da frente ela tentou desviar”, relata a mãe. “Se eu batesse na frente eu iria parar embaixo de um kart. Tentei sair e capotei 5 vezes” completou Antonela que sofreu esse acidente com apenas 7 anos.

“Ela ficou dias na UTI”, relembra a mãe que confessou desejar que a filha deixasse esse esporte de lado por conta do risco. “Mas como ela queria seguir, abraçamos a causa dela”, reforça.

“E quando eu cheguei no hospital, o que eu perguntei para o papai sobre o troféu?”, questiona Antonela voltada para a mãe. “Você levantou da maca e perguntou: ‘Mas em que lugar eu fiquei no pódio?’, responde de maneira divertida a mãe.

Separar resolve?

A maior organizadora do automobilismo internacional, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) tem promovido campeonatos 100% destinado às mulheres, como a Formula Woman. Segundo o chefão da F1 Bernie Ecclestone, o torneio teria as mesmas etapas do calendário da F1 original, contudo o britânico não se aprofundou em como seria a potência e qualidade dos monopostos.

A nova competição não foi bem recebida pelas pilotos. Em entrevista para a revista italiana ‘Omnicorse’, a ex-piloto de desenvolvimento da equipe inglesa Williams, Susie Wolff, rechaçou a criação de Ecclestone, afirmando que seria uma forma de desviar as mulheres de chegar na Fórmula 1 original.

“Eu posso colocar a minha mão no coração e dizer que não estou interessada em correr em uma categoria como esta”, decretou. “Acredito que a Fórmula 1 pode abrigar mulheres no seu grid. A questão é a falta de oportunidade para isto. A criação da Formula Woman só iria nos afastar essa possibilidade”, concluiu Wolff.

Claramente a F1 está tentando se adequar ao “novo mundo” que prega representatividade e igualdade de gênero, mas faz de maneira desastrosa. A superlicença que o piloto precisa para guiar um carro da categoria já é difícil e burocrática de conquistar. Mulheres, então, encontram muito mais barreiras para isso. A ideia de Ecclestone é concentrar as mulheres em um campeonato a parte, menor, para não dar a elas motivo para aspirar um lugar no grid da principal categoria do automobilismo, pois já estarão na Formula Woman. A nova categoria, no fundo, só as isolará e afastará ainda mais da F1.

“Eu acho que não deveria separar, por que, qual a diferença entre [homem e mulher]? Os dois tem a mesma capacidade de competir junto. Fazer corrida de kart só para mulheres às incentiva a correr, mas mulher não pode ter medo de competir com homem”, opinou Bruna Tomaselli.

A inspiração de Bruna nas pistas, Bia Figueiredo, também partilha da mesma ideologia: Hoje o FIA Woman investe em campeonatos só com mulheres para incentivar a participação de mais mulheres no automobilismo. Acho uma iniciativa bacana como incentivo! Eu sempre corri com homens e me acostumei assim. Já que consegui vencer correndo em igualdade com eles, não vejo o porquê de competir só com mulheres. Isso vai muito de encontro à igualdade dos gêneros. Nós mulheres podemos competir de igual para igual com homens. E podemos, inclusive, vencer”, reforçou.

Mas a decisão está longe de ser unânime. Renata Lopes, kartista há 3 anos sempre correu entre os homem e hoje com 42 anos, sente a diferença que a força física entre os gêneros é determinante quando competem em carros sem direção hidráulica, como é o caso do kart.

“Sou a favor sim [de campeonato só para mulheres], porque entre mulheres temos o mesmo perfil de força. Acho que temos desvantagens em relação aos homens, somente por esta característica”, relatou Lopes.

“A minha primeira vitória foi contra 32 homens. Essa foi a melhor. Depois tivemos a corrida final, que corremos duas baterias sem parar (55 minutos já com grid definido). Tem que ter braço. Cheguei em 4º lugar. Foi como uma vitória pra mim.”, exemplificou a piloto de kart que corre por hobby.

Quanto vale o show?

“Neste ano terminei o campeonato em 7º lugar dos 34 homens inscritos! Outras vezes, já fui convidada pra participar de campeonatos com kart próprio, mas não tenho grana ainda pra bancar!”, contou Lopes.

A questão financeira pesa. Ainda mais no cenário amador como é o caso de Renata. O esporte é caro e se tem uma coisa que homens e mulheres partilham com relação ao automobilismo é a dificuldade em bancar a cara brincadeira.

Contudo, historicamente, as mulheres têm um salário até 30% menor do que os homens, segundo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Na análise, eles ganham mais que do que elas em todas as faixas de idade, níveis de instrução, tipo de emprego ou de empresa e até mesmo se elas possuírem um maior nível de instrução, ficam atrás dos menos qualificados.

Apaixonada por esporte desde sempre e por kart desde os 13 anos, a kartista paulista Alexandra Real também sente na pele a dificuldade de se manter em um esporte que insistem em dizer que não foi feito para ela: “O meu sonho é conseguir um patrocínio para poder me desenvolver e fazer o que eu mais amo, mas é difícil patrocínio pra mulher nessa área dominada pelos homens. [Quero] mostrar que as mulheres também podem participar desse meio!”.

 “Ando [de kart] com os homens mesmo, coisa que a maioria não gosta. Acabo tomando muita porrada em pista. Já fui até jogada pra fora numa corrida onde o piloto que me jogou acabou sendo retirado”, relatou. “No final do ano passado participei da Seletiva das 500 milhas de Kart Granja Viana, eu era a única mulher no meio de 48 homens. Tenho esperanças que cada vez mais, venham meninas participarem desse ambiente que eu amo tanto, assim não fico sendo olhada tão estranho no meio dos boxes”, desabafou Real.

Do lado profissional, o mesmo problema é vivido por Bruna Tomaselli, que torce para que o projeto de patrocínio em fase de captação de recursos evolua. Se der certo, ela embarcará aos Estados Unidos, onde competirá em categoria que dá acesso a Fórmula Indy.

“Tanto a Bruna como a nosso pilotinha de 9 anos [Antonela] já são meninas extremamente sortudas – e corajosas – de terem a possibilidade de estar no automobilismo. Já vi provas fantásticas da Bruna. Ela está passando por uma fase difícil e que eu também passei, que é o momento de ir correr fora do país. Torço muito por elas e peço que foquem 100% no automobilismo e não desistam nunca. Eu cheguei ao topo do automobilismo, disputei temporadas da Fórmula Indy. E elas também podem chegar lá”, declara Bia Figueiredo.

 O problema de patrocínio para mulheres no esporte ultrapassa o automobilismo. Recentemente,uma das maiores surfistas que o Brasil tem, foi rejeitada pelas grandes marcas do surf por não ser bonita o bastante. Ser oito vezes campeã nacional e duas vezes vice-mundial não foi suficiente para Silvava Lima atrair investidores. A carreira foi financiada com a venda de filhotes que criava no quintal de casa.

“Os cachorrinhos de duas ninhadas – uma de 6 e outra de 7 (cães) – ajudaram muito nas viagens. Fui campeã na Nova Zelândia graças aos filhotes, que pagaram essa viagem e outra para Pantin, na Espanha, onde fui campeã de novo”, contou a surfista baiana em entrevista a BBC.

 

Representatividade importa

É natural meninas se interessarem por bonecas e culinária ou foi algo que a sociedade definiu como as coisas certas para elas preferirem?

A pergunta feita nos primeiros parágrafos deste texto foi relançada agora para percebemos juntos, que, depois de tudo que foi lido até aqui, tenhamos base para, pelo menos, termos mais clara essa resposta.

Se somos bombardeados apenas com imagens de homens dirigindo carros de corridas e, quanto mais isso aparece para nós ao longo do tempo, mas o subconsciente coletivo absorve isso como o normal para os homens.

Mas é normal também as mulheres gostar de dirigir. É inegável o genuíno interesse pela velocidade de todas as mulheres entrevistadas nessa reportagem. Só que não vemos isso exposto habitualmente porque já foi atribuído às mulheres outros interesses: bonecas, panelas, maquiagem.

Resgatando o que disse Bia Figueiredo: quando começou a andar de kart recebia expressões de surpresa e ouvia que o esporte era perigoso demais para as mulheres. Ao ver Suzane Carvalho guiando seu monoposto na F3 “se alegrou”, porque viu em Suzane representatividade.

Uma mulher que corre nas pistas está rompendo com esses gostos que foram pré-definidos à ela. É um ultraje! Por que incomoda tanto perder para elas? Porque os homens estão no “seu lugar” e elas estão no “lugar errado”. Estão no “lugar certo” que a sociedade apontou ser o ideal para as suas habilidades masculinas, mas aí uma mulher invade nesse meio que foi feito para ele e ainda por cima ela o vence, subvertendo toda a lógica que ele foi ensinado a aprender como funciona. É definitivamente um ultraje!

“É legal quando as filhas de amigos meus que pilotam vem me abraçar pela minha vitória e contam que torceram mais pra mim, por ser mulher, do que pelo próprio pai, já que sou única no meio deles! Hoje já me deparo com várias mulheres ou garotas que dizem morrer de vontade ou de algumas que têm vontade mais não são encorajadas pelos seus companheiros”, declara Renata Lopes sobre o efeito que sua representatividade nas pistas surte em outras mulheres e meninas.

“Consegui quebrar muitas barreiras, mas nada parecido com o que a Regina [Calderoni] passou. A mulher foi proibida de muitas coisas por muito tempo. Só no século XX a permitiram votar, depois dirigir, e assim vai. Espero ver mulheres ainda mais independentes e com oportunidades iguais aos homens. Que elas sejam expostas e preparadas para serem líderes desde pequenas. E quem sabe muito mais mulheres participando do automobilismo. E não apenas como pilotos, mas também chefes de equipe, mecânicas…”, encerrou Bia Figueiredo, o exemplo mais lembrado pelas meninas da nova safra automobilística nacional.

Que Regina Calderoni seja lembrada para sempre pela coragem e pioneirismo em desbravar um ambiente em que ela não tinha em quem se espelhar, há 32 anos atrás. E que Antonela, de 9 anos, seja uma das várias inspirações que as próximas gerações poderão se referenciar.

 

Por Juliana Bechelli



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