Pilotos da Light no ano passado comandam corrida inaugural da Pro 500

Kart |
3 de março de 2016

André Gouvêa e Victor Mafra presenteiam público com grande disputa na primeira corrida do ano pela categoria

 

 

O ano de 2016 começou assim como terminou o de 2015 na Pro 500: com André Gouvêa e Victor Mafra protagonizando grandes embates na pista do kartódromo Granja Viana. Mas, desta vez, com um detalhe diferente: os dois pilotos não compunham mais o grid da Light e agora corriam pela disputadíssima categoria principal.

No último sábado, dia 27/02, os karts carenados da categoria Pro 500 entraram na pista para fechar a 1ª etapa da Copa São Paulo de Kart Granja Viana. Com o sol já se despedindo do céu de Cotia, começava o qualify. O grid extremamente numeroso obrigou os organizadores a dividir os competidores em blocos para a tomada.

Após os dois grupos finalizarem a tomada de tempo, ficou destacado que o kart #107 do talentoso piloto de 15 anos Victor Mafra havia sido o mais rápido, saindo assim na Pole Position.

Na largada, Mafra é pressionado por um numeroso número de competidores que, no início da prova, costumam ficar colados uns nos outros. O pole position perde a ponta para o kart #280 de André Salmoria que sai em 2º.

Mas a liderança de Salmoria dura apenas 6 minutos, pois Victor Mafra investe e em uma manobra bem sucedida reassume sua posição de largada. A partir daí, a velocidade em que a liderança trocava de mãos era proporcional a velocidade dos karts. Com 15 minutos, outro André tomava a frente: André Gouvêa, representando a equipe Arte 57 – Ari Racing guiando o kart #2.

Gouvêa foi então o primeiro líder da prova a conquistar alguma vantagem sobre os demais competidores. “Estava muito mais rápido do que o pessoal e então consegui abrir. Depois não foi nada mais do que acelerar e controlar a distância”, conta sobre a estratégia para a primeira parte o piloto do kart #2, André Gouvêa. Atrás dele vinham: Victor Mafra, André Salmoria e agora, se aproximando a cada volta, o kart #610 da equipe MV Racing.

Mafra chega a ficar em 3º, mas reassume a vice-liderança e com 20 minutos de Pro 500 entrega o kart ao experiente parceiro Alberto Catucci. As outras equipes que brigavam pela ponta decidem adotar outro tipo de estratégia e ficam por mais tempo na pista antes de fazer a parada obrigatória nos boxes durante a primeira parte da prova.

Até os 40 minutos de corrida, as posições da ponta ficam com os mesmos donos, até que os líderes avaliam, faltando 10 minutos para o encerramento da primeira perna, que é a hora de ir para os boxes. Assim, o kart da MV Racing assume momentaneamente o 1º lugar, que mais para frente seria ultrapassado pelo kart 140 da MFS Racing.

Enquanto os líderes estão cumprindo os 5 minutos obrigatórios de parada, Alberto Catucci, parceiro de Victor Mafra, já está na pista recuperando suas posições. Quando os karts de Gouvêa e Salmoria voltam a acelerar, Catucci já figura na 1ª colocação, provando que a estratégia da sua equipe, a Edi Competições, foi muito bem sucedida.

“Quando assumi em 2º, larguei por fora na curva que não precisa parar muito, cai algumas posições, mas vim recuperando. Cheguei a ficar em 1º por um tempo. Estava boa a disputa pela frente” relembrou Catucci.

André Gouvêa também mostrou que se planejou bem. O kart #02 da equipe Arte 57 foi recuperando posições até chegar em Catutti, ultrapassa-lo e assumir a liderança.  A configuração passou a ser a seguinte: André Gouvêa (#2) em 1º, Alberto Catucci (#107) em 2º e MFS Racing (#140) em 3º.

No fim da primeira perna da corrida, é comum o grid se embolar. Entre o líder da prova, André Gouvêa e o vice-líder Catucci havia 6 retardatários. Nessa situação, a equipe de Mafra e Catucci, a Edi Competições, preferiu administrar e não tentar chegar perto de Gouvêa, já que a primeira parte logo se encerraria e assim os karts seriam novamente realinhados.

O fim da primeira parte terminou com: André Gouvêa (#2) em 1º, Mafra/Catucci (#107) em 2º, Equipe Mega (#45) em 3º, MV Racing (#610) em 4º e André Salmoria (#280) em 5º.

No início da 2ª parte, que duraria 30 minutos, Mafra/Catucci começaram perdendo a 2ª colocação para a Mega. Mas a recuperação veio 20 minutos depois. Com muita paciência e técnica eles já eram líderes da prova e por lá ficaram até começar a contagem regressiva para o fim da prova.

“Na segunda parte da corrida, o Catucci estava mais rápido do que eu. Vi que ele ia me passar. Só que vi que do terceiro para o pessoal de trás eram todos mais lentos do que eu” avaliou Gouvêa. “Então, pensei: se eu deixar o Catucci passar e ficar em baixo dele, no vácuo, vou conseguir virar ao mesmo tempo em que ele e vou abrir dos outros”, planejou o piloto.

Faltando 5 minutos, a estratégia de Gouvêa funciona. Ele consegue, além de se distanciar dos demais ficar na cola de Catucci e arrancar uma bela ultrapassagem e volta a ficar em 1º.

“Fiquei no vácuo do Catucci a corrida inteira e fui vendo onde dava para passá-lo”, contou o piloto do kart #2. “Vi que tinha só dois lugares para passar. Tentei a primeira vez [a ultrapassagem] faltando pouquinho [para acabar a corrida]. Consegui passar”, recorda-se Gouvêa.

Quando a placa sinalizou que faltava apenas 2 minutos para o encerramento da prova e o público achou que seria esse o enredo final da 1ª etapa, Gouvêa e Catucci apostaram tudo nas últimas voltas. Buscando a todo custo se aproximar do líder e torcer por um escorregão, Catucci volta a assustar o ocupante do kart #2.

A investida surte efeito e a troca de posições acontece. Gouvêa não se deixa abater e mantém uma pilotagem agressiva e na curva seguinte que foi superado, consegue a ultrapassagem para cima do kart #107. “Ele me passou de novo, eu passei de novo e aguentei”, conta sorridente o vencedor da 1ª etapa, André Gouvêa.

Chegando para os últimos metros de corrida, Catucci desejou uma nova abertura de Gouvêa que dessa vez não errou mais. Voando baixo, estava muito seguro no 1º lugar e não deu chances para o kart #107. No final, André Gouvêa comemorou muito a primeira vitória do ano na 1ª etapa entre os pilotos da categoria principal da Pro 500.

“A estratégia foi deixar ele me passar e ficar embaixo dele enchendo o saco. Pensei: vou deixar ele me passar, assim ele não abre de mim e na última volta passo ele de alguma maneira. Fiquei analisando onde que eu poderia passar, onde eu era mais rápido e aí deu certo. Passei exatamente onde queria passar”, comemora o campeão da 1ª etapa.

Questionado sobre o que levou André Gouvêa ao lugar mais alto do pódio, o vice-colocado Catucci analisou: “O chassi dele estava muito bom. Ele tracionava bem e era difícil para acompanhá-lo”.

“Meu chassi estava muito bom, mas o motor dele era melhor”, rebate com bom humor André. “Então, a diferença foi no braço porque o chassi deles estava bem bom também…” finaliza Gouvêa.

Um dos destaques dessa etapa foi ver a boa sintonia entre o jovem piloto de 15 anos Victor Mafra e o experiente e campeonissímo Alberto Catucci. Correndo sozinho ano passado na Light da Pro 500, Victor Mafra comentou o motivo da parceria deste ano com o Alberto: “O Catucci estava ruim ano passado e queria ajudar ele esse ano”, brincou Mafra. “Catucci é um piloto excepcional e eu queria ter uma dupla para ganhar, ser campeão mesmo e se Deus quiser vai ser possível esse ano”, completou Victor Mafra.

Sobre a ordem de quem começa e quem finaliza as próximas provas da Pro 500, a dupla fez mistério: “A gente vai vendo na hora, quem estiver melhor vai” afirmou Mafra. “A nossa ideia é para ele ir evoluindo, então ele vai pegando o comecinho e eu vou pegando no final para definir a corrida”, explicou Catucci.

“Infelizmente terminamos em 2º, mas estamos vivos no campeonato”, concretizou confiante Alberto Catucci.

A 2ª etapa da Pro 500 acontece no dia 12 de março, novamente no kartódromo Granja Viana, em Cotia São Paulo.

Fotos: Emerson Santos/One Photography Media



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