Mesmo com acidentes e polêmica, João Rosate vence na abertura Copa São Paulo de Kart

Kart |
3 de março de 2016

Piloto competiu em 3 categorias no último sábado e saiu com a vitória na Rotax Max

 

 

O último sábado (27/02) foi cheio para João Rosate. O piloto de 15 anos patrocinado pela Petroball Combustíveis chegou ao Kartódromo Internacional Granja Viana pela manhã para dar início a sua temporada 2016 pela Copa São Paulo de Kart KGV. O goiano estava inscrito para correr em 3 categorias: Shifter Graduados (prova válida também para o Super Kart Brasil), Rotax Max e a Pro 500.

Um dos primeiros compromissos do piloto que pertence a equipe Petroball Racing foi a tomada de tempo para a largada da Shifter Graduados, categoria com bateria única que valia tanto pela Copa São Paulo quanto pela SKB. Rosate sentiu um gostinho de reestréia. Isso porque o piloto correu alguns meses com os karts de marcha em 2014 e agora, 2 anos mais experiente, decidiu retomar o projeto.

Nos treinos, Rosate demonstrava que mesmo afastado por um tempo da Shifter ainda estava em plena forma. Cravou tempos ótimos e estava muito rápido. No sábado, para o qualify, o goiano fez o 5º tempo. Dada a largada para o início da prova, Rosate era um dos mais rápidos até o momento em que se envolveu em um acidente com um kart que estava fora da corrida.

Sobre a colisão, Rosate admite: “Grande parte das pessoas que assistiram a corrida, acharam que foi erro da direção de prova por não apresentar uma bandeira amarela pouco antes ou de não ter retirado o kart da pista, mas eu acho que este erro eu assumo”, responsabilizou-se. “Por mais que ninguém soubesse que iria ter kart parado no traçado, não custava nada eu ter olhado. Sem falar que vários outros pilotos conseguiram desviar”. completou.

Rosate  relata ainda que o nervosismo e por estar muito concentrado em olhar para frente, não se preocupou em perceber o que acontecia ao seu redor.

Com o kart condenado, pois o chassi estava quebrado em um ponto crucial, Rosate se viu obrigado a abandonar a prova. Por ser uma categoria que tem uma única corrida, a participação de Rosate na 1ª etapa da Shifter Graduados terminou prematuramente.

Mesmo fora da prova, o piloto da Petroball se mostrou satisfeito pelo retorno na categoria, não esquecendo de quem o ajudou nessa volta: “Queria fazer um agradecimento ao Roberto Azana, por ter me concedido um kart para correr correr na Shifter, e ao Sérgio Moreno por fazer o motor”, lembrou Rosate.

Pela Rotax Max o começo das atividades não poderia ser melhor: Pole Position para o piloto que cravou 00:49.187.

Na primeira corrida, Rosate manteve o alto nível que o colocou a frente no qualify e garantiu a primeira vitória, após dominar as 12 voltas da bateria. Marcell Coletta ficou em 2º e Lucas Sousa em 3º.

“Comecei bem. Já na largada consegui abrir uma distância confortável para o segundo colocado. Depois de três voltas quando os pneus atingiram a libra e temperatura ideais, passei a ter tempos muito baixos, conseguindo tirar cerca de 5 décimos por volta”, calcula Rosate. “No final da prova, faltando pouco menos de 5 voltas, diminui o ritmo com a intenção de poupar os pneus para a próxima bateria”, completa.

O principal concorrente de Rosate ao título é o atual campeão da categoria, João Cunha, que, após receber uma punição nesta primeira prova, ficou apenas com a 6º colocação entre os Rotax Max (nessa prova, pilotos da Rotax Max e Max Masters correm juntos). Cunha foi o campeão 2015 somando 203 pontos e vencendo 4 baterias. Rosate ganhou 6 baterias, mas por não ter comparecido na última etapa, deixou de pontuar e ficou com 200 pontos no total, apenas 3 a menos que o campeão.

A fim de mudar essa escrita, Rosate voltou para a segunda bateria buscando repetir o resultado anterior. Porém, um problema atrás do outro aconteceu.

A polêmica que marcou a etapa é explicada pelo próprio piloto que fez o traçado normal quando na verdade era para ter feito de novo a volta de apresentação pela parte externa da pista: “Não foi um erro, mas era algo que poderia ter sido evitado. A partir do momento que eu achei que tinha largado, eles [direção de prova] tentaram dar bandeira, mas foi uma sinalização muito fraca, tanto é que não foi só eu que não entendi. O piloto que estava em segundo só parou e voltou para o traçado externo porque ele viu que os karts de trás tinham parado. E essa sinalização só aconteceu na primeira entrada. Durante o circuito não recebi nenhuma outra forma de aviso. Só percebi que não tinha largado quando passei pela segunda vez na reta, quando vi o pelotão a frente”.

Rosate teve então que largar em último quando era para sair em 1º. “Eu relarguei em último e na primeira volta me acidentei e perdi muito tempo. Mas consegui voltar e mesmo com o kart danificado fiz a melhor volta e recuperei posições”, relata o piloto que mesmo largando em último em um grid de 29 pilotos terminou em 4º entre os Max e 7º no geral.

Para fechar o dia de agenda cheia, faltava cumprir mais 1 hora e 20 minutos dentro dos karts carenados da Pro 500! Mas para essa tarefa, João contou uma ajuda. Uma ajuda bem familiar: Luis Rosate, seu irmão de 12 anos.

“Corro com o meu irmão mais novo. É mais para incentivá-lo a voltar às pistas”, contou João. “Eu já havia treinado durante a semana, ele só conseguiu treinar uma vez. Mas ainda assim manteve um ritmo bom”, afirmou o piloto que corre pela equipe Petroball Racing na Pro 500.

O eleito para guiar o kart #60 dos irmãos Rosate na tomada de tempo foi João. E o escolhido não fez feio: assegurou o 11º lugar no grid formado por 31 karts.

Para começar a prova de 1 hora de 20 minutos, chegou a vez de Luis assumir o kart #60. “Luis largou e foi muito bem. No começo, estava um pouco assustado, pois fazia anos que ele não participava de qualquer corrida federada”, ressaltou o irmão mais velho João. “Além disso, era sua primeira vez guiando um kart carenado”, concluiu.

Depois de 40 minutos de corrida e faltando 10 minutos para terminar a primeira perna da prova, Luis foi para os boxes e entregou o kart #60 na 25ª posição geral para João. “Dei algumas voltas e já houve o reagrupamento”, relembra o jovem de 15 anos.

“Consegui recuperar muitas posições, terminando em 9º” comemora João que sobe para 7º na classificação se comparado apenas aos karts da sua categoria.

“Essa primeira etapa estávamos com um equipamento emprestado e muito velho. Para a próxima provavelmente estaremos melhor”, prevê João Rosate, que ainda espera provas sem acidentes nas demais categorias que disputa na Copa São Paulo de Kart Granja Viana.

Para saber o que vai rolar só esperando o dia 12 de março, data da 2ª etapa que ocorre novamente no kartódromo de Cotia, Granja Viana.

 

Fotos: Emerson Santos/One Photopgraphy Media



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