Equilíbrio marca temporada 2015 da F4 Sul-americana

Fórmula |
8 de setembro de 2015

Sistema de monogestão permite aos pilotos desenvolverem suas habilidades. Em oito provas disputadas, seis pilotos conquistaram vitórias

A F4 Sul-americana tem como objetivo trabalhar em conjunto com os pilotos para que eles possam ter o desenvolvimento necessário de suas habilidades. Considerada categoria-escola, jovens talentos recém-saídos do kart procuram o campeonato para iniciar seus passos no automobilismo. Com provas na Argentina, Brasil e Uruguai, o sistema utilizado na Fórmula 4 é o de monogestão, ou seja, os competidores aprendem todos os conceitos básicos da categoria utilizando as ferramentas técnicas e humanas fornecidas pela organização, encabeçada pelo diretor Gerardo Tato Salaverría, passando pelo engenheiro-chefe, Nicolás Etchamendi, e pelos engenheiros Guzmán Nazabay e Gabriel Tempone.

Em oito etapas disputadas no ano, seis pilotos conquistaram vitórias e os resultados são frutos do trabalho desenvolvido junto com o corpo técnico do evento. Ao final de cada atividade de pista, eles analisam os dados técnicos e as câmeras onboard e discutem as possibilidades com seus engenheiros. Além de conseguirem informações sobre seus desempenhos, os pilotos podem também comparar os números com seus adversários, o que contribui para uma melhora significativa nas pistas.

“Quando cheguei à F4 Sul-americana, queria saber como funcionava o trabalho de equipe da F4 Sul-americana e me surpreendi com o que vi. Acho que melhorei não apenas como piloto dentro da pista, mas também com o trabalho que faço com os engenheiros. Aprendo a cada corrida como analisar os dados. Isso é fundamental para o nosso trabalho”, disse o vencedor da última corrida, o peruano Rodrigo Pflucker, que também lidera a Copa Argentina, minitorneio paralelo composto pelas três corridas que serão realizadas no país vizinho e que premiará o campeão com 50 mil pesos argentinos (cerca de cinco mil dólares).

 

A mesma opinião tem o líder do campeonato, o brasileiro Pedro Cardoso. Único piloto a vencer três corridas no ano, o brasiliense rasga elogios ao trabalho da organização. “Para mim, a Fórmula 4 é a melhor categoria sul-americana para meninos de nossa idade. O carro é muito bom e o trabalho com os engenheiros é excelente para o nosso aprendizado. No começo me custou a entender esse método de trabalho, mas quando compreendi comecei a tirar proveito das informações. O sistema de aquisição de dados é de primeiro nível e a cada etapa vejo que estou evoluindo”, disse Cardoso.

Vice-líder do campeonato, o uruguaio Juan Manuel Casella engrossa a lista dos que defendem essa estrutura. “É uma organização muito bem montada. Obtenho todas as informações que preciso e trabalho com elas para melhorar meus tempos. Desta forma, todos os pilotos estão em condições muito parecidas. Vejo como um trabalho complementar importantíssimo para qualquer piloto e pretendo sempre aproveitar da melhor maneira possível”, explicou Casella.

 

Classificação do campeonato:
1) Pedro Cardoso (BRA) – 138 pontos
2) Juan Manuel Casella (URU) – 125 pontos
3) Rodrigo Pflucker (PER) – 91 pontos
4) Leandro Guedes (BRA) – 84 pontos
5) Pedro Caland (BRA) – 72 pontos
6) Diego Muraglia (URU) – 55 pontos
7) Francisco Cammarota (URU) – 45 pontos
8) Federico Iribarne (ARG) – 44 pontos
9) Agustín Lima Capitao (ARG) – 42 pontos
10) Nicolás Muraglia (URU) – 30 pontos
11) Maximiliano Soto Zurita (CHI) – 27 pontos
12) Lorenzo Mauriziano (CHI) – 24 pontos
13) Bruna Tomaselli (BRA) – 18 pontos
14) Jorge Matos (EQU) – 6 pontos
15) Daniel Duarte (BRA) – 6 pontos

 

Texto: Ricardo Montesano
Foto: Divulgação



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