Motociclismo: Rafael Paschoalin participará da ‘Corrida Para as Nuvens’ nos EUA

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25 de fevereiro de 2016

A bordo da Yamaha MT-07, brasileira novamente gravará seu nome na história do motociclismo mundial

Depois de estabelecer um marco no motociclismo mundial e nacional como primeiro piloto brasileiro no TT Isle of Man, uma das competições mais tradicionais e perigosas do globo, o piloto Rafa Paschoalin, 32, se prepara para uma subida de montanha extrema. Profissional dos esportes a motor, Paschoalin será o primeiro brasileiro – mais precisamente o primeiro piloto latino americano, a participar do Pikes Peak International Hill Climb, também conhecida como Corrida Para as Nuvens, que acontece dia 28 de junho em Colorado Springs, nos Estados Unidos.

Essa é a segunda corrida mais antiga dos Estados Unidos, que acontece desde 1916 e neste ano comemora 100 anos, perdendo apenas para Indianápolis (1909). Nesse último século o traçado original, com cerca de 20 km e 156 curvas começou sem pavimento e por muitos anos foi misto: asfalto e terra, e desde que foi 100% pavimentada passou a acumular uma avalanche de recordes.

“O PPIHC é uma competição incrível e desconhecida pela maioria dos brasileiros. Apenas 100 competidores, 67 carros e 33 motos ou quadriciclos são aceitos. A subida de montanha tem 156 curvas e decorar cada uma delas é mais difícil do que aprender o circuito da Ilha de Man. Sempre quis participar do PPIHC, e conquistar esse feito na edição de 100 anos, será especial”, comenta Paschoalin.

 

 

A oportunidade para participar com a Yamaha MT-07, surgiu este ano, com a mudança do regulamento para essa edição, que a partir de agora não aceita mais motocicletas com semiguidões, ou seja, apenas motos que tenham originalmente o guidão sobre a mesa são aceitas.

“A Yamaha MT-07 é a escolha natural para esse tipo de prova, o torque abundante será útil nas saídas de curva, e o baixo peso, e curta distância entre-eixos colaboram para a ótima dirigibilidade”, explica Paschoalin.
Além do guidão plano, a MT-07 é bastante equilibrada na distribuição de peso com motor pendurado como elemento estrutural do chassi, apresentando uma geometria e centralização de massa que resulta em leveza nas mudanças de direção e ciclística invejável. Mas o que melhor a define, como The Dark Side of Japan é seu motor bicilindrico crossplane de 689 cc e 74,8 CV.

 

 

Leve e compacta entrega torque em baixas e médias velocidades, sem perder em alta – elasticidade, contribuindo nas retonadas o que em conjunto com o escalonamento do câmbio de seis velocidades faz da MT-07 a escolha certa para alcançar às nuvens. Além de superar os efeitos da altitude no PPIHC, onde os pilotos largam a mais ou menos 2300 m de altitude e cruzam a linha de chegada a mais de 4300 m, onde o ar rarefeito castiga máquinas e pilotos.

 

 

Paschoalin destaca que entre as dificuldades que irá enfrentar estão a falta de referências para gravar a sequencia interminável de curvas e de treinos, o que dificultam a memorização e aprendizado. “Passar horas assistindo a vídeos onboard pode ser a chave para o sucesso em um evento tão peculiar”, concluiu.



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