Fórmula 1 2017 surpreende até as equipes. E vem mais.

Fórmula |
1 de maio de 2017

Nem as equipes de F1 esperavam um início de campeonato mundial tão disputado como se viu nas quatro primeiras etapas da temporada.

Com duas vitórias para a Ferrari e duas para a Mercedes e três vencedores distintos – Sebastian Vettel (2), Lewis Hamilton e Valtteri Bottas – a luta pelo título promete ser muito difícil e a decisão dificilmente sairá antes do GP Brasil de Fórmula 1, em Interlagos.

 

Na quarta corrida que disputou pela Mercedes – e na 81ª corrida de F1 – o finlandês Valtteri Bottas conquistou sua primeira vitória com segurança e esbanjando categoria, domingo, no autódromo de Sochi, na Rússia. Foi seguro na largada, dominando o sistema de embreagem e ultrapassando as duas Ferrari que largavam na primeira fila. E mostrou toda a categoria de um piloto experiente não permitindo que os avanços de Sebastian Vettel pudessem ameaçar sua liderança. Começou e terminou na frente e esquentou o campeonato e a disputa interna na Mercedes.

 

Convém lembrar que na corrida anterior, no Bahrein, Bottas foi orientado pela equipe Mercedes a deixar-se ultrapassar por Lewis Hamilton em duas oportunidades. No final, com a vitória de Sebastian Vettel, Hamilton terminou em segundo e Bottas, em terceiro. Na Rússia não havia como fazer jogo de equipe já que entre as duas Mercedes havia a Ferrari com seus dois carros.

 

Felipe Massa, companheiro de Valtteri Bottas durante três temporadas seguidas na Williams (2014 a 2016), disse, quando a Mercedes anunciou sua contratação para o lugar de Nico Rosberg, que o finlandês é brilhante e poderia ser campeão do mundo por uma grande equipe. “Ele é muito rápido e administra bem uma corrida”. Bottas, por sua vez, quando Massa anunciou que estava se retirando da F1, lembrou que aprendeu muito com o companheiro. “O Felipe foi um parceiro excelente”. Bottas foi sempre muito rápido em Sochi. E o Speed Trap, que indica as maiores velocidades na pista, aponta exatamente para o finlandês como o responsável pela melhor marca: 331,4 km/h. Vettel foi o segundo, com 326,5 km/h.

 

Dirigentes da Ferrari e Mercedes estão reconhecendo que o rumo do campeonato está surpreendendo. A Mercedes esperava que estivesse mais na frente e a Ferrari ainda não contava com bons resultados no início. A diferença no Mundial de Construtores entre as duas primeiras colocadas é de apenas um ponto: 136 para a Mercedes e 135 para a Ferrari.

 

E o que pode mudar nas próximas etapas? O Mundial prossegue no próximo dia 14 de maio com o GP da Espanha, em Barcelona, pista que as equipes conhecem bem por conta das duas sessões dos testes de inverno quando os carros, com a nova configuração, foram para a pista pela primeira vez.

 

Já na Espanha, ou talvez em Mônaco, a Red Bull poderá aparecer com mais destaque, colaborando para embaralhar a disputa entre Ferrari e Mercedes. A FIA realizou testes e constatou que a diferença de velocidade entre os três principais motores da categoria – Mercedes, Ferrari e Renault – é de irrisórios 0s3. Não se levou em consideração os carros. E também não se informou a ordem de classificação dos motores no teste. Isso significa que as mudanças que a Red Bull deve apresentar poderão dar chances para Max Verstappen e Daniel Ricciardo entrarem na pista em melhores condições.

 

Quanto ao jogo de equipe, a Mercedes não se pronunciou se continuará privilegiando Hamilton ou se a vitória de Bottas mudará o jogo. A disputa promete.

 

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece nos dias 10, 11 e 12 de novembro no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Os ingressos para a corrida, informações e imagens em 360 graus dos setores estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br. O GP Brasil também está no Instagram e Facebook: gpbrasilf1.

 

Castilho de Andrade

Foto: Photo4 / XPB Images



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