F1: Depois do GP da Austrália o que vêm pela frente?

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28 de março de 2017

Sebastian Vettel vence o GP da Austrália e mostra evolução da Ferrari.

A F1 mudou, e para melhor. Saiba porquê.

Dirigentes e chefes de equipe da Fórmula 1 estão confiantes na temporada de 2017. Para eles, o autódromo de Melbourne tem características particulares que não permitem comparação com os traçados mais difíceis e velozes. E o GP da China, que possui uma das maiores retas da categoria – 1170 metros – além de uma série de curvas de alta velocidade, já deverá indicar um comportamento mais agressivo na disputa de posições. O GP da China, segundo da temporada, será disputado no dia 9 de abril.

MELBOURNE, AUSTRÁLIA – Daniil Kvyat/Scuderia Toro Rosso STR12 (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

Os pneus mais largos e as novas asas tornaram os carros mais rápidos, como se comprovou na Austrália. A melhor volta da corrida do ano passado foi de Daniel Ricciardo, Red Bull, com 1min28s997. A deste ano ficou com o ferrarista Kimi Räikkönen com 1min26s538. Detalhe importante: além dele, 11 pilotos superaram a marca de Ricciardo de 2016. O pole do ano passado foi Lewis Hamilton com 1min23s837. Hamilton repetiu a dose no sábado com 1min22s188. E mais quatro pilotos também cravam tempo melhor do que a pole de 2016. A diferença de tempos em relação ao ano passado crescerá ao longo do campeonato.

As equipes têm alguns problemas para resolver até o GP da China. A Mercedes, por exemplo, correrá sob pressão depois de ter falhado no momento correto para a troca de pneus do carro de Lewis Hamilton. Projeções indicam que o novo carro da Ferrari, o SF70H, é ligeiramente mais veloz do que o WO8 Hybrid da Mercedes. Nos treinos, as Mercedes foram mais eficientes. E na China, com duas retas, isso poderá ser crucial. A princípio, as equipes deverão montar a estratégia sobre uma única parada no box. Fora isso, os carros da Mercedes também revelaram um desgaste maior de pneus em relação aos da Ferrari.

A McLaren tem como meta próxima resolver a questão do consumo de combustível. Fernando Alonso foi obrigado a controlar a velocidade para não correr o risco de pane seca. A Sauber ainda não confirmou se Pascal Wehrlein, que não correu em Melbourne, poderá voltar na China. Ele ainda não está totalmente recuperado do acidente na Corrida dos Campeões, nos EUA. Se não atuar na China, ele voltará a ser substituído pelo italiano Antonio Giovinazzi.

Foto de Capa: (AP Photo/Andy Brownbill)

Castilho de Andrade
Diretor de Imprensa do GP Brasil de F1


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