Com equipe “em sintonia”, Scuderia GP sai de antepenúltimo para pódio da Light na estreia nas 500 Milhas de Kart

Kart |
17 de dezembro de 2017

A Scuderia GP teve uma excelente estreia nas 500 Milhas de Kart. Saindo do 53º – e antepenúltimo – lugar, o time fez uma grande prova de reação e fechou em 21º, beliscando um pódio na categoria Thunder Light na terceira colocação.

A Scuderia GP teve uma estreia muito melhor do que a encomenda nas 500 Milhas de Kart da Granja Viana.  Neste sábado, o time composto por Alfredo Salvaia, Alicio Del Nero, Allyson Nazário, Gustavo Ariel, Miguel Cappuccio e Ricardo Talarico saiu do 53º – e antepenúltimo – lugar do grid para a 21ª colocação, terceiro lugar na categoria Thunder Light.

Equipe recebe a bandeirada na 3ª Posição da categoria Light

Foi uma corrida bem movimentada para o sexteto comandado por Renato Ribeiro (foto), o chefe da equipe. Divididos em stints bem longos para não terem de fazer mais do que as oito paradas obrigatórias, os pilotos tiveram ótimos rendimentos, com destaque para o stint final de Allyson que basicamente assegurou a equipe do GRANDE PRÊMIO no top-3 da Thunder Light.

 

“É muito bom, né? Pódio é muito bom de chegar, ainda mais depois de 12 horas, é uma recompensa boa. Estou bastante feliz com o terceiro lugar, mas assim, a gente sempre quer buscar a vitória. Ano que vem, se tiver outra oportunidade dessa, vamos montar um time forte de novo e buscar a vitória”, disse o Nazário, responsável pela penúltima e também pela primeira perna da prova.

Foi após o stint de Allyson que o espaço da Scuderia nos boxes ficou lotado, com os membros da equipe e seus agregados acompanhando a reta final da corrida. A confusão com a Sambaíba foi a chave final para o time se garantir no top-25 geral.

 

“Foi uma corrida espetacular. Largamos em antepenúltimo, cheio de problemas. Grande resultado, eu estou sem palavras para falar da corrida. 

Obrigado a todos os patrocinadores, todos os amigos. Esse aqui é com certeza o dia mais feliz da minha vida”, falou Gustavo Ariel, o homem do último stint.

 

Alfredo Salvaia foi um dos primeiros do time a ir para a pista na corrida e colocou a paciência e superação do time como pontos altos para a conquista do resultado.

 

“É mais do que a gente esperava – pelo menos do que eu esperava. Quando eu entrei na pista, só estava tomando tempo. Mas uma coisa que é muito importante em 12 horas: cabeça, sempre. Não pode desistir nunca. No final, está aí: terceiro na Thunder Light. Demais”, comentou.

 

Miguel Cappuccio, que participou como organizador da primeira edição da Copa GP de Kart, foi um dos mais velozes do time, pegando o kart #44 com os pneus vermelhos novos.
“É um sonho, muito legal. Tudo começou lá atrás, há sete meses, numa conversa com o Renato [Ribeiro, chefe de equipe da Scuderia GP]. Nós não nos conhecíamos, fomos trocando ideia – e ele desconfiou do meu trabalho assim como eu do dele, no início. E aí veio a primeira etapa, foi show; a segunda, foi show e assim foi indo. Quero mandar um beijo para todo mundo que ajudou na Copa GP, que ajudou a Amika chegar até aqui: tio Rui, o Barnett, o Borotto, o Tiago. Quero parabenizar a todos dessa equipe muito boa. É a primeira vez do Grande Prêmio e já no pódio. Ano que vem tem mais”, vibrou.
Ricardo Talarico era o mais experiente do elenco. Para Tala, o sucesso da Scuderia GP está completamente ligado ao relacionamento que os pilotos tiveram e a noção de conjunto de cada um dos membros do time.
“O resultado foi maravilhoso. Eu sabia que a gente teria condição de fazer pódio. O começo não foi fácil, pesou a experiência nos treinos. A equipe de pilotos é bem bacana, todo mundo que veio ajudar veio pensando no bem da equipe, sem comprometer, em sintonia. Eu fiz uma perna só, porque os caras eatavam mais rápidos que eu. E o resultado vem assim: se um quiser aparecer mais que o outro, acaba não aparecendo ninguém. Então estou bem contente por poder devolver ao GRANDE PRÊMIO aqui que ele pôde me oferecer: que é realizar um sonho. Obrigado a todo mundo”, comemorou.
Alicio Del Nero sempre foi um dos mais velozes do elenco do GP. O piloto enumerou os problemas que a equipe teve até conseguir chegar no objetivo, também colocando o trabalho em conjunto como fundamental.
“Na entrevista que nós demos antes da largada, avisamos que o equipamento tinha sido ajustado, então largar em antepenúltimo não queria dizer alguma coisa porque a corrida era muito longa. As coisas foram acontecendo, inclusive coisas ruins com a gente – uma punição por falta de peso por um erro nas contas, uma rodada logo no início -, mas o ritmo era muito consistente. A equipe de pilotos é muito boa, a de estrategistas, o chefe, o Renato, parceiraço, com a gente a semana toda. E deu tudo certo! A gente esperava pódio e está aí o terceiro lugar, que é ótimo”, disse.

E a trajetória até o pódio da Light realmente foi complicado para a equipe que, ainda nos treinos livres de quinta-feira, teve um acidente que danificou o kart. Na sexta, um problema no motor atrapalhou na classificação, enquanto que na corrida teve rodada na largada e punição por falta de peso.

Chefe da equipe, Renato foi outro a valorizar a sintonia entre os membros do time, destacando bem o papel de todos os seis pilotos no resultado final obtido.

“Pensando que na quinta-feira a gente pegou um kart torto, com batida e tudo, e sexta a gente pegou um kart sem motor… Hoje, sim, o kart estava com motor [forte] e estava bom. A gente só organiza para não atrapalhar, porque esses moleques andam demais… O que o Alicio fez hoje, o que o Allyson fez chover com pneu gasto, o Miguel tirou volta rápida pra caramba, o Salvaia constante demais, o Gustavo (Ariel) andou com o pneu absolutamente no aro. E o Talarico é de uma regularidade absurda: se precisar que rode em 57s, ele roda. É trabalho de equipe, nós trabalhamos assim o tempo todo. Humildes, com um só chassi e todo mundo cuidado dele – nosso chassi chegou inteiro. Dava para dar mais 100 voltas com esse chassi”, disse o chefe.

 

“Tudo isso começou na Copa GP, com a gente querendo dar oportunidade para esses caras andarem num campeonato com cobertura profissional e que desse a chance deles estarem aqui. É um trabalho todo nosso. Não é só meu ou dos pilotos: é do GRANDE PRÊMIO. É o que a gente quer, fomentar o automobilismo”, finalizou.

A Scuderia GP completou impressionantes 683 voltas, fechando 17 giros atrás dos vencedores da corrida no geral. Os vencedores da Light terminaram 11 giros à frente do time do GP, que ficou na mesma volta do time segundo colocado.

Fonte:  Site Grande Prêmio

Fotos: Emerson Santos/One Photography Media/Click Speed



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